Blog da Philoterapia


 

 

Lula, o Filho da Dona Lindu

 

 

Mesmo sem assistir ao filme de Fábio Barreto é possível tecer alguns comentários acerca da obra prevista para estrear nos cinemas no próximo ano. Sobre as consequências políticas do filme e seus reflexos nas eleições de 2010, nada se pode falar com exatidão, ainda é cedo para prever, mas, pelo menos sobre o título do filme, já se pode dizer algo: é um título pomposo, talvez, por demais pomposo. Numa primeira análise é pretensiosa e extravagante a intenção dos produtores. Vejamos: Primeiro, o “Filho do Brasil” é com “F” maiúsculo. Por que? É um “filho” especial? É um sujeito incomum? É um filho pródico? Abençoado? O “F” maiúsculo no título passa esta conotação. É óbvio que é proposital, ou seja, a intenção é de transformar o homem em mito, numa espécie de criatura designada pelos os céus para garantir o pão dos pobres. O “Filho” com este éfe grandão só pode ser um salvador, o que é um equívoco completo no meio das classes mais esclarecidas. Hoje as coisas não funcionam mais assim, estamos na globalização, e por mais que o homem Lula tente desempenhar este papel, só, ele não vai a lugar algum. Nos dias atuais a ideia de um líder salvador só tem simpatia na cultura dos americanos acostumados com seus super-heróis. Nós, os brasileiros, preferimos nos agarrar aos santos, principalmente os brasileiros mais humildes, e neste aspecto, o filme acerta em cheio, apresentando ao público um filho com “F” maiúsculo..

Ainda sobre o título, cabe-nos analisar o “o” no lugar de “um”. Lula não é “um” filho do Brasil, ele é “o” Filho do Brasil. O “o” dá caráter único e maioral. Ora vejam, puro desrespeito dos produtores aos demais brasileiros célebres que construíram a história deste país. Brasileiros famosos, com histórico e currículo bem mais robusto e com uma folha de serviços bem maior do que aqueles contidos nos dois mandatos do presidente Lula e podem ser encontrados em grande número em qualquer enciclopédia que se prese. Então, como justificar este “o” exclusivista no título de um filme que discorre apenas sobre uma parte da vida de Lula? Tá certo, um dia Barack Obama chamou o presidente Lula de “o cara”, será que vem daí este pretensioso artigo definido masculino singular? Sabe-se lá. O fato é que a trajetória sindical de Lula – que é basicamente até onde o filme aborda – não dá aos produtores o direito de utilizar este “o” exclusivista. Mas, uma coisa nos parece certa, este caráter de pessoa especial, quase messiânica, concedida pelo filme à ascensão política de Lula, é estratégia quase inócua para transferir votos à pré-candidata do PT, Dilma Roussef, nas eleições de 2010. Ninguém troca de santo a cada eleição. Com mais eficiência, o filme prepara um Lula para 2014, e só.

Ainda a respeito do título, para ser mais coerente com a origem humilde do protagonista o mais adequado seria: Lula, filho do Brasil, sem o “o” e com “f” minusculo. Já para ser mais adequada as pretensões do Lula presidente, o filme deveria se intitular: Lula, o Filho do Mundo.

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo

Contato: autor@sucatinhas.com.br

 



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 10h13
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Minto, logo existo Brincalhão Brincalhão

Na correria Na correria Na correria

O orgulho, no seu sentido pejorativo e vulgar, tem sido a causa de muitos males e desavenças nos dias atuais. O sujeito orgulhoso não consegue, na maioria das vezes, admitir seus próprios erros e, geralmente, opta por mentir em detrimento de um simples e mágico pedido de desculpas. O orgulho e o autoritarismo, que tenta impor uma verdade particular, estão radicalmente ligados a mentira. Reconhecer o erro poderia facilitar a vida de muita gente, mas, para que facilitar se é mais fácil mentir, enrolar e sair impune? Justificar-se com argumentos falaciosos e esfarrapados, corrompido pela mentira, é um caminho aparentemente mais fácil, entretanto, é uma opção burra, apesar de uso muito corriqueiro na vida política e por todo tipo de autoridade. Mentir virou uma arte neste meio público, nele sobrevive quem mente melhor, quem nega com mais veemência.

Hoje é muito comum o sujeito negar a própria imagem. Gente flagrada com a “mão na botija” recebendo propina, gravada em vídeo e áudio, nega. Políticos flagrados em discursos contraditórios negam e pedem para esquecer o que disseram no passado. Do ponto de vista mais filosófico, pode-se dizer que há uma re-invenção dupla do cogito cartesiano que hoje seria mais ou menos assim: Penso, logo minto e Minto, logo existo. Ou algo ainda mais ilógico: eu não sou eu. É o tempo do sujeito que nega a si mesmo diante da sua própria imagem. Recentemente foi assunto na mídia o caso de Odair Silis, prefeito da cidade de Monte Castelo, a 677 km de São Paulo, suspeito de exigir propina na execução de uma obra pública na cidade. O político negou a imagem mostrada na TV minutos antes, sem o menor constrangimento. É impressionante a anterioridade da mentira em relação ao pedido de perdão e, da tão bem vinda, “minhas desculpas, errei”, ou, como diz a garotada: foi mal, tio. O reconhecimento do erro é uma arte incomum, pois tem na sua base uma virtude ainda maior e mais difícil, a humildade. Esta caiu em desuso há muito tempo. Humilde é otario, indivíduo tolo e ingênuo e que, provavelmente, não irá chegar a lugar nenhum, pois todos irão enganá-lo antes.

Caro leitor, experimente ser humilde, bondoso e sensível no trânsito, por exemplo. Experimente falar a verdade o tempo todo. Ensaie pedir desculpas pelos seus erros. Verás que tua vida mudará completamente. Não irá faltar gente ao seu lado para orientá-lo a se internar num sanatório, mas, persista, lute contra esta selva de pedra, dê o seu exemplo, não cuspa no chão, junte os dejetos do seu cachorro, vá em frente. Esmague o seu ego, tenha coragem para nunca ter de dizer: eu, não sou eu.

Infeliz é aquele que renega a si mesmo diante de um delito – ou mesmo diante de um espelho - este se mortifica diante de seu passado, pois, de forma funesta se abraçou às facilidades da arte de enganar, a si mesmo e aos outros. Apesar de colher alguns benefícios passageiros vão se dar mal logo ali adiante.

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo.

Contato: autor@sucatinhas.com.br

 

 



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 10h14
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Esportista A mina de mini Língua de foraLíngua de fora

 

No arcabouço freudiano a libido é a energia fundamental do ser vivo que se manifesta pela sexualidade. Como tudo que é fundamental em nós, o desejo sexual , faz parte do nosso ser, da nossa constituição e, por isso, esta na base daquilo que somos e expressamos. Quando não controlada, a líbido pode nos levar à diversos transtornos, sejam eles físicos ou mentais e aos desvios da luxúria. A energia sexual “já moveu montanhas”, já criou abismos, e nem sempre foi utilizada pelo homem de forma adequada e ética. Muita gente já perdeu, literalmente, a cabeça por não saber lidar com seus instintos sexuais. Muitos crimes passionais tem na libido alterada o seu elemento motivador, mas, por se tratar de energia fundamental ela se manifestará no homem esteja ele onde estiver, ou seja, dela não se pode fugir, nem mesmo sublimar, como desejam alguns místicos e algumas religiões. A lógica é simples: do fundamental nada se tira sem alterar as características essenciais do ser. Se do homem fosse lhe retirada a líbido a raça humana já não mais existiria.

Acontece que a energia sexual pode ser “trabalhada” seja estimulando-a, seja mantendo-a sobre o julgo das regras impostas pela vida em sociedade, mas, repetindo, sem a possibilidade de debela-la ou neutralizá-la de vez. Assim, existem diversas artimanhas que podem elevar a líbido, desde medicamentos, à inúmeros artefatos e truques, muitos deles verdadeiros apelos para o estimulo a uma vida sexual mais ativa e prazerosa, tudo isso é visto como muito natural hoje em dia. Assim, a grande maioria dos produtos estéticos, tais como: perfumes, batons, por exemplo, são utilizados em prol da beleza, da saúde, por ambos os sexos, para melhorar a aparência e manter a líbido em alta, seja a sua própria, seja a do outro.

O aumento da auto-estima – elemento intrínseco - pode nos tornar mais desejados, assim, como uma minissaia pode ser um elemento motivador extrínseco fundamental. Uma boca bem adornada por um belo batom, um rímel, um bom creme de barbear, uma loção, um cabelo bem tratado, um estilo de vestir, enfim, são diversas as maneiras de manter ativa a energia sexual. Agora, o estímulo a esta energia fundamental pode ser praticado em qualquer lugar? O uso de uma minissaia causou rebuliço recentemente na Universidade Bandeirante em São Bernardo do Campo, por que? Foi a minisaia ou as pernas de fora a causa da rebelião entre a jovem e os demais colegas universitários? A questão procede pois, em matéria de energia sexual, muitas vezes os artefatos eróticos são mais sedutores do que a própria realidade. A reação seria a mesma se ao invés de uma minissaia a jovem estivesse utilizando um short curtinho? Eis aqui o fetiche, o grande vilão.

 

 

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo

Contato: autor@sucatinhas.com.br

 

 



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 10h56
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It is this?

 

No último dia 28 estreou no Brasil - o filme foi o mais visto no fim de semana - o documentário com imagens de arquivo e cenas dos ensaios de Michael Jackson em Los Angeles e em Inglewood, para a série de shows que faria ainda este ano em Londres. This is it, o filme, traz algumas entrevistas com amigos e colaboradores de Michael, bastidores de uma produção cuidadosa e repetida a exaustão, o que acaba se concretizando numa oportunidade a mais para entrar na intimidade do artista. O documentário, para os fãs do cantor, é uma despedida passageira e mais uma forma de eternizar o artista.

Michel, inconfundivelmente, e de forma surpreendente e mágica, funde-se e confunde-se com sua arte. Maestro do belo, levou a coincidência dos movimentos à perfeição e, praticamente só, idealizou e concretizou as melhores fusões de sons e imagens da era moderna. Michel escrevia filmes e cantava imagens num ritmo próprio, este era seu dom maior. Sempre bem assessorado por uma equipe de ponta composta por engenheiros hábeis para utilizar e operar o que existia de mais tecnológico no mundo do som e da imagem, seus shows se transformaram em delírio explícito sob a batuta performática e agitada pelo títere maior: Michael Jackson. Sim, o astro do pop movia-se como um marionete suspenso no ar. Os barbantes invisíveis do talento sustentavam a leveza, o sincronismo e a velocidade de seus movimentos provocaram exaltações e entusiasmos no mundo todo. O público consumia-o – como o ar que se respira – em seus shows e videoclipes.

Michel era fluído, frágil, o que não diminuía o seu grau de exigência para consigo mesmo, seu perfeccionismo, juntamente com as exigências de sua agenda, devoraram-o muito rapidamente. Michel foi a exaustão e adoeceu por sua arte. Entretanto, seu legado ao mundo ainda tem muito a ser explorado. Sua técnica, seus movimentos, sua capacidade ilusionista, marcou gerações. Ainda lembro do dia em que entrei numa loja de eletro-domésticos e comprei o meu primeiro aparelho três em um, em 12 prestações, por causa de uma música de Michel Jackson. Billie jean, tocava cinco vezes por dia nas rádios, mas, para mim não era suficiente, precisava ouvi-la com mais qualidade e mais vezes por dia, por isso, não resisti e num impulso de fã comprei o aparelho de som. Me endividei por causa do Michael. Billie jean se constituiu na trilha sonora de muitas paixões da mesma forma que foi um marco na história do surgimento dos videoclipes.

This is it, faz chorar, faz “cair a ficha” e não será a último evento que explorará o talento de Michael Jackson. Seus trejeitos e loucuras ainda renderão muitas emoções podendo, inclusive, retirar as cinzas construídas por tabloides e despejadas a exaustão na vida do rei do pop mas que, felizmente, não conseguiram lhe apagar a chama.

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo

Contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 11h08
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Garis doutores

 

O Rio de Janeiro tem sido foco das principais notícias nos últimos dias. São as olimpíadas de 2016, a terrível violência urbana – ou seria guerra civil? - a fase sofrível do Botafogo e Fluminense no campeonato brasileiro e tantas outras. Mas, um fato alarmante veio a tona no noticiário do dia 22 último. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) que está com inscrições abertas para o concurso publico que pretende selecionar 1.400 garis para a cidade, divulgou que entre o 109.193 candidatos já inscritos, que é uma multidão diga-se de passagem, 45 deles possuem doutorado, 22 deles tem mestrado e 1.026 com nível superior completo. Fora isso 3.180 deles possuem curso superior incompleto. Mas, a escolaridade exigida dos candidatos pelo concurso é apenas a quarta série do ensino fundamental.

É injusta, sobre diversos aspectos esta situação. O primeiro ponto a considerar é que doutores, mestres e as demais pessoas de curso superior, provavelmente não estão escolhendo a profissão de gari por livre e espontânea vontade. A falta de vagas nas suas áreas de formação é a provável causa deste elevado número de inscritos no concurso da Comlurb. Afinal, não é de se esperar que uma pessoa frequente por anos a fio os bancos escolares e depois vá varrer as ruas da cidade. Não foi para isso que ele foi preparado, não foi para isso que ele estudou. Varrer as ruas é, sem dúvida, uma atividade, digna, legítima e importante, é um trabalho honesto como outro qualquer, entretanto, precisa de disposição e preparação física que a maioria dos doutores não foram treinados para ter.

O segundo ponto, doutores, mestres e graduados, concorrendo com gente de baixa escolaridade que, na maioria das vezes, não tem formação nem habilidade para atuar em outra área de trabalho, tira destes últimos as chances de conquistar a vaga. É óbvio que um gari não pode lecionar numa faculdade se não estiver capacitado para tal, mas, um doutor, um mestre, pode ser concorrente de uma pessoa mais humilde que, muitas vezes, não tem nenhuma formação escolar para apresentar? A concorrência é unilateral e reduz as possibilidades para os menos favorecidos em termos escolares. Menos mal que os concursos nesta modalidade levam em consideração as aptidões físicas do candidato. Mas, ainda assim, seria aconselhável que os editais limitassem o grau de escolaridade, sem infligir os direitos iguais, talvez definindo quotas ou algo semelhante. Apenas o critério de aptidões físicas é pouco, além do que é muito mais fácil o sujeito se preparar fisicamente em pouquíssimo tempo do que melhorar em tempo exíguo o grau de escolaridade.

A busca pela segurança, por um plano de saúde, pelo benefício do vale-transporte, mesmo que o salário não seja bom, parece ser o elemento motivador e o atrativo para este pessoal escolarizado que busca este tipo de concurso. Mas, a questão básica que precisa ser tratada com urgência é a ampliação das alternativas para absorver o pessoal com formação escolar alta. A legislação precisa ser revista para aumentar as oportunidades e o número de vagas. E alguns desvios precisam ser tratados urgentemente, como por exemplo: criar critérios mais rígidos para a acumulação de cargos e funções, principalmente, entre o público e o privado. Existem ainda os casos de pessoas já devidamente aposentadas com vida estabilizada, ocupando vagas em duas ou três instituições de modo simultâneo – são donos de todas as “cadeiras” possíveis – e, indiretamente, geradores de algumas injustiças sociais. Por que não definir critério aqui neste âmbito, priorizando o primeiro emprego, ou, melhor ainda, priorizando aqueles que ainda não tiverem oportunidade na sua área de formação para mostrarem o seu trabalho a sociedade? Um ambiente oxigenado por novas ideias, novas técnicas, pode apresentar mais resultados do que aqueles ambientes forjado à base de extensos currículos, a maioria deles construídos às custas do erário. Mesclar experiência com entusiasmo pode dar certo. A que se pensar em compartilhar melhor estes espaços, no Rio os mestres e doutores já estão pedindo socorro, daqui a pouco vão começar a torcer que seus colegas "batam as botas" para lhe ocuparem a vaga. Tempos individualistas.

 

Autor: Sérgio Peixoto Mendes, filósofo

Contato: autor@sucatinhas.com.br

 

 



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 10h20
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Esta é uma obra de ficção

 

Sua imagem fotográfica nunca fica tão boa quanto aquela que você vê nas revistas, nos jornais e na internet? Não se preocupe, não perca a sua auto-estima por isto, você não é tão feio quanto parece, nem tão gordo, provavelmente, sua referência é uma obra de ficção. Pessoas lindíssimas, corpos exuberantes, pele macia de bebê, tons de peles maravilhosos, sem estrias, silhueta perfeita, são, na maioria das vezes, obra de designes, produto de computador. Photoshopar é a arte de ajustar e corrigir pequenos defeitos, na cor, na luminosidade e outros componentes de uma fotografia digital, mas, também pode ser muito mais. A edição, para alguns casos, é pura manipulação da imagem, faz parte do trabalho profissional do fotógrafo e sua equipe de engenheiros da 3D. Hoje compõem o kit deste profissional – com raras exceções – programas completos de editor de imagem que dão ao trabalho sua arte final.

Ajustar, trabalhar um outro matiz, aperfeiçoar, fundir imagens, é um trabalho que exige criatividade e talento, por isso também é arte. Então qual é o problema? O problema é que estas alterações digitais não são do conhecimento do público não especializado, do mero apreciador, e isso confunde a ficção com a realidade. A imagem fotográfica ao perder sua fidelidade e originalidade passa a ser uma ilustração, material de manipulação e de especulação. Assim, um belo rosto, um belo corpo, pode passar a ser objeto de anseio inalcançável e, por isso mesmo, motivo de frustração, ansiedade, depressão, anorexia, bulimia e outras doenças somatizadas a partir da privação e da ditadura da magreza. Estudos estão sendo conduzidos neste rumo, principalmente na Inglaterra e na França, e já apresentam resultados que comprovam que o photoshop pode estar associado aos transtornos alimentares, principalmente entre os adolescentes.

Na área da estética os padrões apresentados atualmente, com raras exceções, são mera ilusão e, por isso mesmo, doentio. Tenha certeza, a beleza padrão capa de revista, só pode ser alcançada na ficção, a realidade é um pouco mais dura, porém mais saudável. Por isso, o parlamento francês discute atualmente mudanças na legislação com o objetivo de disciplinar o uso do photoshop. A ideia inicial é fazer constar junto aos trabalhos alterados por este programa um aviso de que se trata de uma obra de ficção, como já acontece na literatura hoje em dia. Talvez assim, a imagem ficcionista, faça o papel inverso, ou seja, o de entreter ao invés de deprimir.

Outro dia conversei com uma pessoa que confessou não se reconhecer na foto após um trabalho minucioso de photoshop. Ela sentiu-se estranha a si mesma. Novos tempos.

 

Autor: Sérgio Peixoto Mendes, filósofo

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Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 10h50
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Vamos dar o troco Rindo a toa

 

                Chover no molhado empoça e quando a água é demais, alaga, mas, não dá para deixar de falar mesmo que nos tornemos repetitivos.  Os políticos são meu tema predileto e tem chovido demais na horta deles, por isso estão se afogando rapidamente no lamaçal da corrupção e na inércia e ineficácia da própria atividade que exercem ou deveriam exercer. Mas as coisas mudaram nos últimos tempos e o acompanhamento e a fiscalização se intensificaram a partir de uma internet mais iterativa. O olho vivo da imprensa e a participação maciça dos internautas por intermédio de uma web mais próxima do usuário-leitor nos têm mostrado isso.  Os sites, os blogs, os portais e outros aplicativos da Web 2.0 agregaram, definitivamente, a opinião, seja ela especializada ou não, ao seu dia a dia, e a repulsa se tornou imediata quando um ato político não condiz com os anseios da sociedade.

                O usuário da internet passou a exercer também o papel de gestor de conteúdo por isso esse meio de comunicação e expressão se tornou tão importante a ponto de se transformar em objeto central de discussão como veiculo de propaganda eleitoral para as eleições de 2010. A crítica e a manifestação imediata por meio de pesquisas relâmpagos têm deixado muitos políticos e governantes de cabelo em pé.  Eles têm sido cobrados mais intensamente e em tempo real. E a regra atualmente é: fez aqui e a crítica aparece logo ali.  A ação é contígua, fez, tem que assumir. Se a informação flui rapidamente igualmente veloz é a reação. Também ficou mais difícil estender o manto da omissão nos assuntos que são de interesse de todos.

                O povo está conectado e a lupa é enorme e distribuída.  A opinião pública passou a ter um canal de expressão "como nunca houve antes neste país".  Portanto, aumentou a visibilidade e, conseqüentemente, diminuíram os obscuros meandros que envolviam os atos espúrios dos maus intencionados. Optar pela carreira política hoje é sinônimo de exposição total. As reeleições, como as já anunciadas pela maioria dos senadores, por exemplo, serão mais complicadas, apesar da curta memória do povo. O que veio a tona na mídia sobre o Senado Federal nos últimos meses vai pesar na balança de muita gente. O eleitor há de se lembrar na ora de votar, do mensalão, das viagens turísticas à custa do erário, das inúmeras diretorias do Senado, dos excelentíssimos senadores membros do Conselho de Ética que engavetaram as denúncias contra o Sarney, dos atos secretos da casa, enfim, de um conjunto de falcatruas que ocuparam os principais canais de comunicação nos últimos tempos.

                Sim, ta chegando a hora de dar o troco a essa gente vil que tanto nos deixou irado este ano. É necessário riscar alguns nomes do mapa da vida pública brasileira. O Congresso precisa, urgentemente, ser oxigenado. Novas idéias, novos políticos, intenções respaldadas por ações, e atitudes condizentes com a ética e o bom senso, podem trazer nova vida à democracia.  Caso contrário, sabe-se lá do que podemos sentir saudades.

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo

Contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 10h27
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A luta é a meta?

Algumas pessoas traçam os seus caminhos e mesmo os seus destinos, a partir das pegadas do seu inimigo. O opositor é o seu ponto de referência principal mesmo que seus exemplos e atitudes sejam seguidos às avessas, ou seja, não sejam seguidos literalmente. Nossas referências nem sempre são positivas, a partir da discordância da atitude do outro traça-se um caminho diferente ou mesmo um rumo oposto, mas, o adversário continua sendo referência. São pessoas que se alimentam da luta, da rebelião, do prazer pela oposição. Para essas pessoas a luta têm valor intrínseco cujo desfecho, mesmo que seja a vitória, não é o objetivo. Na vida muitas estratégias são traçadas a partir da iniciativa do inimigo. No futebol, por exemplo, a astúcia do contra-ataque depende essencialmente do ataque do adversário, caso isso não venha acontecer, a estratégia tende a falhar e, obviamente, o jogo ficará morno, disputado do meio de campo onde ninguém ataca ninguém.

Outros exemplos da tese acima são ainda mais impactantes. Tem-se lido no noticiário diariamente sobre as ações, na sua grande maioria invasivas, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST. A luta, em tese, tem como argumento inicial – aquele que aparece - uma necessidade básica desta classe trabalhadora, ou seja, desejam uma gleba de terra para plantar e subsídios e orientações para fazer a coisa certa e colher bem. Entretanto, na prática não é este o argumento que funciona como impulso para a luta, e sim, um conjunto de ideologias, basicamente do SEC XIX, que colocam o Estado e o Capital como inimigos e elegem a foice e a bandeira vermelha como instrumentos que, apoiados pela força e, por vezes, pela violência, alimentam uma luta armada e sem tréguas contra o inimigo de duas cabeças. O Estado desapropria e faz a reforma agrária, alguns trabalhadores repassam as terras e voltam para luta. O Estado fornece os subsídios e estes servem de fundos para alimentar a desavença. A luta é o objetivo e ficar no percalço do inimigo é a meta para aqueles que traçam os seus destinos a partir das pegadas do opressor.

Se isso é bom ou ruim depende do ponto de vista. A luta é sagrada, mas a violência não. As terras são abundantes, mas o plantio requer outro tipo de disposição, aquela que tem por base uma postura produtiva e não destrutiva. Transformar terras improdutivas em foco de pobreza não resolve. Invadir áreas produtivas é um contra-senso. Destruir ou tomar de assalto a propriedade alheia é crime. Plantar e colher é tão duro quanto a realidade. Rebelar-se talvez seja mais fácil e comodo, mas é preciso juízo e bom senso. Tudo isso é sabido, mas a luta continua simplesmente porque ela é a meta. A realidade é a tensão de opostos e a paz um sonho, e como fugir à realidade?

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo.

Contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 13h28
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DITADURA DO QUE MESMO?

 

                A expressão "ditadura do proletariado" foi utilizada pela primeira vez por Marx em 1870 quando este precisou definir a fase intermediária entre a destruição completa do Estado Burguês e o surgimento de uma sociedade sem classes. Abolir a burocracia, a polícia e o exército permanente, mesmo que para isso fosse necessário o uso da violência armada, faziam parte do plano de eliminar a máquina opressora do Estado, uma vez que este último era visto como um instrumento de opressão de uma classe por parte da outra.  Então, se tinha de um lado o burguês no poder e do outro lado o proletariado como classe oprimida. A Revolução prometia a inversão dos papeis e o que mais mesmo? Portanto, ditadura, na sua concepção original marxista, nunca foi um regime político, mas sim, um símbolo claro e evidente de uma fase onde o uso da força é que da tom e o resto dança conforme a música. Ditadura é luta. 

               Depois deste período o mundo já deu muitas voltas, a ditadura voltou a ter novos momentos no auge, por exemplo, com os militares no Brasil, que também passaram. O império americano impôs a sua, disfarçada de liberalismo-democrático, foi um longo período de dominação econômica, mas acabaram explodindo como bolhas de sabão.  Os xeiques do petróleo tentaram anuviar o mundo, mas também falharam e se perderam na fumaça negra das refinarias fora de uma vertente sustentável. A moda dita à magreza dura. Também vai passar. São todos períodos de luta, algumas armadas, outras ideológicas, mas lutas.

                Hoje o magro oprime pacificamente o gordo, o virtual oprime o real, e o mundo gira numa velocidade espantosa para "alimentar" o desenvolvimento econômico. As favelas invadem as cidades e o campo se automatiza. A soja é transgênica e as frutas dobraram seu tamanho.  Até o vinho já é orgânico e o crack virou tóxico. Nos estádios não se pode beber e no reservado não se pode fumar. Tudo vai para o ar, livre.

                 O bandido tem mais direitos do que o cidadão. E os cargos políticos viraram proteção.  O executivo legisla e o legislativo fisga o seu quinhão.  A dita linha dura vira a casaca pelo avesso e o verde a tempo deixou de ser oliva. Tempos modernos estes, apesar de alguns manifestos comunistas.

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo.

Contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 10h18
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Duplo ponto de vista


O Brasil atualmente é dono de uma perspectiva econômica invejável dentro do grupo dos países em desenvolvimento. Saiu praticamente ileso da última crise global e, sem precisar recorrer aos empréstimos. Já havia trazido a copa de 2016 para cá, trouxe as olimpíadas recentemente, eventos que, do ponto de vista econômico e político, gera movimento de divisas e status para o país aumentando sua credibilidade e visibilidade junto aos investidores internacionais. Agora anuncia na imprensa que vai adquirir bônus do FMI no valor de US$ 10 bilhões. Um montante expressivo cuja aquisição se dará pela modalidade de compra de notas com juros pagos trimestralmente na faixa de 0,25%. O empréstimo brasileiro ao fundo ajudará na arrecadação de US$ 500 bilhões previstos pelo organismo internacional para ajudar os países em dificuldades econômicas. Este foi o anúncio do Ministério da Fazenda desta semana, portanto, mar de brigadeiro para a economia brasileira numa perspectiva global com garantia de novos investimentos no médio e longo prazo.

Já numa perspectiva interna, as coisas não vão tão bem assim, ou seja, as ações de curto prazo não nos dão esperanças. Algumas mazelas sociais continuam infernizando a vida da população. Os Estados não dão conta de combater a violência urbana que continua escalando patamares insuportáveis, colocando em situação de pânico boa parte da população, principalmente aos moradores das metrópoles. Os presídios entupidos, mostram um sistema carcerário decadente e sucateado, e ferem as condições mínimas da dignidade humana tanto para o detento quanto para o pessoal que trabalha no sistema. Rodovias esburacadas e entregues a própria sorte, colocam em risco a vida daqueles que precisam se deslocar por via terrestre. O sistema educacional público é precário na maioria das regiões, tanto do ponto de vista de infra-estrutura quanto das condições de trabalho dos profissionais da área. A saúde pública pede socorro e encontra-se na mesma condição da educação, ou seja, carente de investimentos e de um plano de desenvolvimento de curto e médio prazo.

Infelizmente as boas notícias não fluem com a mesma frequência da esfera federal, nos estados e municípios brasileiros. Com isso, as ações que poderiam ter impactos mais direto na vida do cidadão não ocorrem, elevando, assim, o nível de insatisfação da população. Está na hora de fazer os recursos fluírem com maior velocidade de uma esfera a outra e checar muito de perto a competência e a eficiência dos administradores públicos nos âmbitos estaduais e municipais. Não basta que o Brasil apareça bem na foto aos olhos do mundo, é necessário que a melhoria da qualidade de vida seja percebida em todos os âmbitos e não só na mídia. Brasil, nós podemos olhar para dentro, yes, we can.

 

Autor: Sérgio Peixoto Mendes, filósofo

Contato: tell@philoterapia.com.br




Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 14h01
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Pressão?

 

Gosto de temas polêmicos. Eles, geralmente, geram uma rivalidade, as vezes sadia, outras vezes nem tanto, mas valem a pena pela reflexão que provocam. Outro dia ouvi uma estória: Numa cidadezinha do interior, um senhor já de meia idade, se apaixonou pela jovem mais bonita da região. Como a jovem não lhe dava atenção, ele resolveu optar por fazer greve de fome na frente da casa dela, e disse-lhe – Só sairei daqui vivo se casares comigo. A jovem se sentiu intimidada e amedrontada. Aos poucos as pessoas da cidadezinha foram percebendo o que estava acontecendo e começaram a apelar para que a jovem desse uma chance aquele pobre homem. Afinal, ele estava ali, pacificamente, expondo seu amor por ela. Mas, não era interesse da jovem desposar aquele senhor, mesmo porque nada sentia por ele, foi então que resolveu procurar ajuda e foi consultar um mestre numa cabana distante da cidade. Lá chegando, contou o episódio ao mestre e lhe pediu um conselho. O mestre lhe disse então: - Vá ao prostíbulo da cidade e contrate por alguns trocados a mulher mais feia, a mais desengonçada, e a mais velha mulher que encontrar lá. Solicite a ela que leve um colchão e deite-se ao lado do homem que está em frente a sua casa e lhe diga que só sairá dali se ele se casar com ela. Dizem que durante a noite o homem aproveitou o escurinho pegou o seu colchão e sumiu para nunca mais aparecer.

Esta semana precisei pegar um taxi no centro da cidade, como não tinha dinheiro suficiente na carteira, procurei um caixa eletrônico do banco que tenho conta numa agência próxima e, surpresa! A agência estava trancafiada e o caixa eletrônico estava bloqueado, provavelmente, sem dinheiro disponível para os correntistas. Faixas e cartazes anunciavam a greve daquela classe trabalhadora. Resumindo, fiquei a pé e chateado, afinal, o que fizeram com o meu direito de restituir do banco o dinheiro que me pertence? O que nós como cidadãos e correntistas temos a ver com a briga entre os banqueiros e os bancários? Por que toda a sociedade tem que pagar o preço de uma briga particular, muita vezes restrita aos interesses abusivos de algumas classes minoritárias? Uma revolta natural de quem precisa usar um serviço básico e não o tem. Tá certo, consta na constituição que o trabalhador tem direito à greve, mas, e nós? Não temos o direito a restituir o nosso dinheiro, aquilo que nos pertence, e esta preso numa instituição bancária? Nem a uma ação contingencial que possa amenizar o nosso problema? Outros cidadãos correntistas, todos revoltados, também encontravam-se diante da agência reivindicando os seus direitos. Havia inclusive uma senhora, que precisava pegar um transporte coletivo e não tinha dinheiro para faze-lo e, ônibus, como se sabe, não aceitam cartões de crédito ou de débito. Outro queria comprar um pequeno artefato numa tenda de camelô e também não estava conseguindo. Um outro rapaz, queria pagar um boleto bancário e já calculava os juros pela perda da data do vencimento.

Pensei na estória que contei acima, e, sinceramente, fiquei com vontade de reunir os correntistas revoltados fazer uma corrente e não deixar os bancários grevistas e os banqueiros radicais, saírem do prédio e rumarem para suas residencias, pagando pressão com pressão, chantagem com chantagem. Preservar os direitos de alguns não é justo, debitar a conta da já tão combalida sociedade, também não. Como me fez falta uma cabana e um sábio, fui embora a pé.

 

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo.

Contato: autor@sucatinhas.com.br

 



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 12h08
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Novas jogadas, agora na política

EsportistaEsportistaNa correriaNa correria

O que leva um ex-jogador de futebol a optar pela carreira política? São exemplos recentes: o ex-atacante Romário que se filiou ao PSB do Rio e o também ex-atacante Edmundo que se filiou ao PP do Rio. Ambos ex-jogadores da seleção brasileira. Existem outros casos, como o de Túlio Maravilha, que consegue conciliar as duas atividades, ou seja, jogar futebol profissionalmente e ser vereador em Goiânia. Provavelmente, não vai nem jogar futebol nem legislar com excelência. Romário quer assumir compromisso com as crianças faveladas do Rio e Edmundo ainda não deixou claro sua plataforma política. Nos parece, inicialmente, que as pessoas habituadas com a evidência na mídia, sentem um certo desconforto em se afastar dela. Cair no esquecimento é o principal trauma a ser administrado por aqueles que, em algum momento da vida, fizeram sucesso na sua área profissional ou pessoal e se tornaram pessoas públicas e famosas. Não superar ou suportar este tipo de trauma pode ser fatal para a saúde e se transformar em graves patologias, inclusive, levar à depressão. Por isso é importante buscarem uma saída e a política é um caminho.

A reflexão básica é, e agora? Como vou me manter em evidência? Como posso conformar uma nova carreira a partir da fama que adquiri no meu passado? É então que a carreira política se apresenta como uma opção natural. A fama conquista votos, ainda que ela tenha sido adquirida em uma outra atividade completamente distinta da política, afinal não foi isso que aconteceu de forma bem-sucedida com o ator Schwarzenegger ao transferir sua fama nas telas para as urnas e se eleger como Governador da Califórnia pelo partido Republicano? Não se tem o resultado final ainda, no caso dos jogadores acima, mas é bem provável que as pessoas votem em Romário e Edmundo, com a esperança de que eles repitam suas grandes jogadas também no mundo político. É assim que funciona, para alguns apaixonados torcedores que no momento de exercer o seu papel de eleitor, votam no seu time do coração. Obviamente, estarão confiando que os grandes atacantes continuarão lutando por gols na área adversária. Neste aspecto, a política pode significar aos ex-atacantes uma garantia de se manterem na mídia, mas, é uma faca de dois gumes, pois pode pôr por terra uma bela carreira construídas dentro das quatro linhas. .

A maior fatia de eleitores de Romário e Edmundo, parece estar na torcida vascaína, ambos foram ídolos no clube cruzmaltino. E suas esperanças é de que os ex-atacantes possam utilizar o excelente campo de manobra da política para fazerem suas “jogadas”. Neste aspecto, futebol e política combinam, pois ambos os setores são campos de luta. O time adversário será representado pela oposição as opções políticas dos partidos ao qual de filiaram Romário e Edmundo, resta saber se marcarão algum gol para dar alegria aos seus eleitores e se a marcação será leal.

 

Sérgio Peixoto Mendes, filosofo

contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 14h14
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Querem encontrar obtusos também na mídia?

 

É pouco inteligente o político que se indispõem com a imprensa, pois está fadado a fracassar na sua carreira. Com base em raciocínio obtuso e sem nenhum outro argumento senão a estratégia do ataque como prática de defesa, alguns políticos acreditam que podem sobreviver desprezando os órgãos de comunicação e seu importante papel de informar. Pensam que podem enganar todo mundo o tempo todo, inclusive a mídia, e apresentam o embate entre a imprensa e as instituições representativas como forma de despiste para seus desvios e desmandos. A luta, afirmam, é pelo direito de representar o interesse do povo. Uma disputa por um espaço privilegiado, sem dúvida, mas que, neste caso, não passa de uma nuvem de fumaça cujo objetivo maior é tapar o sol com a peneira e desviar a essência do problema, que é a corrupção, para uma discussão politico-social vinculado ao direito legítimo da representatividade.

A mídia tem o papel relevante de abrir os olhos das massas e isso nenhum político de bom senso pode negar. A relação político e mídia, quando não é harmoniosa, o primeiro geralmente leva a pior. Não que a mídia o vá perseguir ou se vingar, pois para isso ela precisará de motivos, mas pelo simples fato de que sem um veículo de comunicação abrangente que possa revelar os feitos de um político, ele não terá boa imagem junto aos seus eleitores. Ou será que alguém acredita que as massas leem diários oficiais, assistem a TV Senado, e são assíduos ouvintes da Hora do Brasil e de outros órgãos oficiais de informação? Sabe-se que na prática não funciona assim e, habitualmente, consome-se aquilo que nos chega em tempo real, de maneira fácil e, de preferência, já esmiuçado por um comentário especializado. Com uma linguagem inteligível e de fácil compreensão a imprensa presta este serviço de decodificação, transformando, muitas vezes, o complexo no simples, facilitando, assim, o acesso completo aos acontecimentos.

Mas, neste ponto cabe um alerta, os grandes veículos de comunicação, em geral, não trabalham apenas com fatos, com notícias, eles são formadores de opinião e o político inteligente sabe disso. Grandes jornais, revistas, canais de TV, empregam articulistas, críticos, possuem seus espaços para o leitor e dão muito valor à gente de senso crítico aguçado. Portanto, o político que arruma problemas com gente desta qualificação, está marcando gol contra e vai, por certo, se dar muito mal. Entretanto, o ouvinte, o leitor, o telespectador também não pode abrir mão da sua capacidade de depuração, pois caso contrário, estará fadado a consumir lixo ao invés de informação, ideologia ao invés de conhecimento. Buscar entender as diferenças entre a opinião e o fato é atribuição de todos e o ponto essencial da discussão. É um trabalho ardiloso, pois a opinião detém também a capacidade de criar fatos e virar notícia, portanto, toda atenção é necessária.

Não é por acaso que democracia e imprensa livre precisam caminhar juntas, sem um lado o outro não sobre-existe. Sem os veículos de manifestação de massa, sem a mídia, escrita, televisionada, ou falada, como diagnosticar se um governo é democrático? Quando ele nos cortar na carne? Aí será tarde demais. Político que litiga com a imprensa é político despótico, ainda que se esconda numa aura de democracia. Os exemplos negativos já rodeiam o nosso país, abramo os olhos.

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo.

Contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 14h14
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Whitney tirou os pijamas

 

O fundo do poço pode ser o fim, mas, geralmente, não o é. Submerso na dor, engolido e tragado pela ruína, o sujeito, uma vez nele, não tem como ir mais para baixo. Então, eis que surge um lampejo de esperança, uma luz no alto e a recuperação começa a se tornar possível. Uma vez no fundo do poço o único caminho que resta é o da emersão, o despontamento para uma nova chance e uma nova vida. Entretanto, é importante reconhecer os fundos falsos, que são aquelas situações em que um estágio intermediário é confundido com o final da linha. Nesta condição a descida ainda é possível e a esperança pode se transformar em desilusão. O poço não está fora, é um buraco interior por isso é difícil concentrar forças, uma vez que todo o esforço deverá ser, especialmente, individual. Eis um caso de superação.

Depois do sucesso estrondoso como protagonista do filme “O Guarda-Costa”, com o também reconhecido ator Kevin Costner, a atriz e também cantora Whitney Houston, mergulhou fundo nas drogas e chegou aos subterrâneos da mente. A dependência química tirou parcialmente o brilho de uma das estrelas mais premiadas do pop que chegou a passar sete meses de pijamas, sem sair de casa e sem trocar de roupa, segundo suas próprias declarações recentes. Um período fatídico mas que não lhe tirou de vez o brio dos grandes artistas.

Seus mais de quatrocentos prêmios não deixam dúvidas de seu talento. Na sua melhor fase abocanhou nada menos do que sete discos de platina e de forma consecutiva e está no Livro Guinness dos Records como a cantora mais premiada da história. Dona de uma voz belíssima que sustentou a bela trilha sonora do filme de Mick Jackson, a cantora foi do ápice as profundezas num mergulho rápido e profundo que quase esfacelou a sua carreira. Mas, apesar do tormento e para a sorte de seus fãs, Whitney se manteve íntegra no talento e na capacidade de interpretação e teve força para dar um exemplo de superação. Passado o período das trevas, a cantora retorna às paradas norte-americanas, depois de sete anos sem nada produzir e já ocupa as primeiras posições, também na Alemanha, Suíça e Itália. Sem dúvida, uma redenção e um resgate para quem já trilhou os labirintos tortuosos das drogas.

A vida é uma sucessão de altos e baixo onde o fundo do poço coexiste com o nascer do Sol. Entretanto, e necessário direcionar corretamente o foco, pois nas nossas escolhas pode estar a saída para todo tipo de dificuldade. Whitney soube olhar para o alto, tirou os pijamas e voltou para a luta, sem dúvida um exemplo para os desesperados.

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo.

Contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 17h12
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Brincalhão Na correria Desagravo ou cartada do Planalto?

 

Com uma plataforma e um discurso político construído ao longo de toda uma carreira, respaldado por atos e ações que lhe comprovam a veracidade, além de um currículo sem mácula, Marina Silva, pode dar novo rumo político ao pleito eleitoral de 2010. Durante o período em que esteve a frente do Ministério do Meio Ambiente, foi incansável a sua busca por soluções cujo primeiro critério fosse a sustentabilidade. Com uma linha de pensamento onde criar empregos é importante, manter o desenvolvimento econômico também, no entanto, sem destruir o planeta, Marina Silva, surgi como a candidata dos sonhos de muita gente. O desenvolvimento sustentável cai como uma luva para a plataforma politica de qualquer candidato que pretenda ser o futuro presidente da república, entretanto, não pode ser um engôdo para ludibriar eleitores, não pode ser forjado por marqueteiros políticos, e, neste aspecto, Marina Silva, larga na frente. Com uma história de lutas contra o desenvolvimento desenfreado e a todo custo, a futura candidata do PV, será uma opção verdadeira para todos aqueles que se preocupam com a alteração do clima, com o desmatamento, com o descontrole das industrias, com a poluição, e, finalmente, com a exaustão desmedida dos recursos naturais do planeta.

Ex-seringueira, nascida em Rio Branco no Acre, Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, formada em história pela Universidade Federal do Acre, foi companheira de luta de Chico Mendes e já bateu de frente com a Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sua demora na liberação das licenças ambientais para a construção de algumas obras do PAC, não eram bem vistas pelo planalto e foram consideradas como um obstáculo para o crescimento econômico. Depois de vê alguns de seus projetos fracassarem por falta de apoio, Marina, entregou sua carta de demissão ao Presidente da República, saiu do governo e manteve as suas convicções. Frágil e doce na aparência, mas, forte nas suas crenças e opiniões é o que mostra a biografia da ex-ministra e Senadora Marina Silva.

Se sua candidatura a presidência da Republica pelo PV é um anseio pessoal ou apenas um desagravo a Lula e a Dilma, não se sabe, mas, em caso de um segundo turno entre José Serra e candidata do presidente, a resposta terá de vir a tona. Aos 51 anos, depois de uma longa história construída no seio do Partido dos Trabalhadores, o apoio de Marina Silva pode definir o rumo final das eleições do ano que vem. Torcemos para que a candidatura de Marina pelo PV, não seja um mirabolante plano B do Planalto, e sim uma convicção pessoal da ex-ministra do Governo Lula de que o desenvolvimento sustentável possa de fato poupar o nosso planeta de sua destruição. Vamos ver para crer.

 

Sérgio Peixoto Mendes, filósofo.

Contato: autor@sucatinhas.com.br



Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 16h27
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