 |
|
|
Fogos ou ternura?
Mais um período de festas que se encerra e, mais do que nunca, contínua valendo o ditado que diz: dos males o menor. Aqui no Brasil, mais especificamente no Sul do país, tivemos uma série de problemas. Enchentes, trânsito caótico nas rodovias, vento soprando forte no litoral, filas até nas creperias e, muitos fogos de artifício na passagem do ano. Por aqui, no céu noturno da passagem, brilharam intensamente, as girândolas, os treme terra, o chorão, o coco misto, o camúrio, a mamadêra, e outros fogos de artifícios. Explosões que simbolizaram, de uma forma paradoxal, a paz e, de uma certa forma, sepultaram parte das mazelas de 2008. Mas, infelizmente, não se pode dizer o mesmo a respeito do oriente médio, mais especificamente para a região de Israel que compreende a Faixa de Gaza, território palestino. Por lá, a explosões ceifaram vidas, impuseram terror e demonstraram, mais uma vez, que a irracionalidade pode ser mais forte que os sonhos. Que a vingança e o ódio são forças motrizes capazes de criar montanhas de escombros. Que as vozes da intolerância falam mais alto e continuam alimentando os confrontos nascidos das diferenças. Os radicais caminham nos extremos e, por isso mesmo, estão muito próximos entre si. Assim, os foguetes do movimento extremista Hamas, lançados periodicamente sobre o território Israelense, numa verdadeira operação água-mole em pedra-dura tanto bate até que fura, levaram - não considerando aqui outras diferenças históricas - os israelenses a uma contra-ofensiva que pôs por terra, mais uma vez, o bom-senso e as negociações diplomáticas. Nos extremos a regra é: bala com bala, foguete com foguete, dente por dente. Lá, na Faixa de Gaza, o vizinho é o inferno. Assim, os fogos que iluminaram o céu daquela tumultuada região nos faz lembrar Guimarães Rosa, quando disse: "Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?". Por aqui a queima de fogos - agora oficialmente organizadas - também retirou muito da ternura que eram características marcantes das festas de fim de ano, mas, minimizou os riscos das comemorações individuais com este tipo de artefato. Então, fomos todos a la praia para assistir embasbacados e com um sorriso nos lábios, a queima do nosso dinheiro. Feliz 2009!.
Escrito por Sérgio P. Mendes (Tell) às 17h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |